terça-feira, 8 de dezembro de 2009




Acenda as Luzes Salmo 27

O sutil poder das trevas
            Certa noite, ao entrar num agradável restaurante, vi que o ambiente estava a meia luz. Tropecei na mesa e fui apalpando, até encontrar a cadeira onde pude me sentar. A figura obscura do garçom se aproximou e trouxe o menu. Quase fiquei vesgo ao ler o cardápio, mas percebi que quanto mais o tempo passava, mais acostumado eu ficava com a escuridão.
            A Igreja está se acostumando com a escuridão. Uma sutil lavagem cerebral está acontecendo, fazendo com que os crentes fiquem cada vez menos sensíveis à escuridão do pecado. Embora nossa geração tropece na escuridão, clamando que não há nenhuma verdade absoluta, “o Senhor é a minha luz e a minha salvação” (Sl 27:1). Pela luz de Deus podemos saber que existe verdade. Através da luz de Deus podemos ver que a tolerância das mentes abertas é, na verdade, uma coexistência pacífica com o mal, e compromisso é a crucificação da consciência.

Cristo, a Luz do mundo
        O primeiro objetivo fundamental do crente é ser como Cristo – uma luz num mundo em trevas. Não existe convivência pacífica entre luz e trevas! A Bíblia pergunta: “que sociedade tem a justiça com a injustiça?”, (2Co 6:14). Um passo para longe da luz é um passo para perto da escuridão. Um passo para longe de Jesus é um para para perto de Satanás. “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz. Aprovando o que é agradável ao Senhor”. (Ef 5:8-10)
            Cristo veio como luz, e os homens não O entenderam. Quando Ele nasceu, Herodes tentou apagar sua luz. Quando Ele falava, a luz do evangelho assustava o mundo religioso. Quando Ele orava, Satanás e os demônios tremiam à luz de sua presença. Quando Ele saiu da tumba, os guardas romanos caíram no chão totalmente tomados por seu resplendor.

Devemos ser luz
        Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”, (Jo 8:12). Devemos ser a luz de Cristo para o mundo. Se nosso país precisa de luz, ela deve vir de nós. Se nossa família precisa de luz, é porque precisamos viver com Cristo.
            Na parábola dos talentos, Jesus disse que os talentos foram distribuídos aos servos de acordo com a vontade do mestre (ver Mt 25:14-30). Um recebeu cinco, o outro dois, e um outro, apenas um. Cada um recebeu de acordo com sua habilidade. O homem que recebeu um talento enterrou o que recebera. Envergonhado por ter escondido seu talento, tentou dar desculpas. Deus não gosta de desculpas. Aquele homem perdeu seu talento.
            Deus tem investido em nós. Ele calibrou nosso brilho, de modo que alguns são como velas que brilham suavemente; outros mais parecem um feixe de raio laser, capazes de cortas os portões do inferno até às dobradiças. Somos luz de Deus em nossa cidade, em nossa rua, em nosso lar e em nosso trabalho. Devemos segurar a tocha do Evangelho bem alto até que todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor. (ver Rm 14:11)

* Bíblia de Estudo das Profecias - tradução: João Ferreira de Almeida


Um comentário:

Thais disse...

Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. - I Coríntios 15:57.